A IDEIA DE MODERNIDADE: O ADVENTO DE UM NOVO TEMPO.
Alunas: Ana Lucia, Anna Moura, Natalia Curcio e Patricia Tito. IIC
1- INTRODUÇÃO
Modernidade: Nova forma de pensamento e de visão do mundo inaugurada pelo Renascimento e que contrapõe a Escolástica (Modalidade de Pensamento cristã que procurava respostas que justificasse a fé na doutrina ensinada pelo clero através das disciplinas ministradas nas escolas medievais, trivo: gramática, retória e dialética e o quadrivo: aritmética, geometria, astronomia e musica) e ao Espírito Medieval desenvolvendo- se a partir do século XVI tendo como principais autores Francis Bacon, Galileu e Descartes. Tendo o iluminismo como principal movimento filosófico e cientifico.
2- IDEIA DE MODERNIDADE
Chamamos de modernidade o conjunto de transformações que se inicia a partir do século XV e que estende até o século XVIII, envolvendo aspectos culturais (o Renascimento), políticos (o surgimento dos Estados Nacionais Absolutistas) e econômicos (o Capitalismo Comercial.)
Não é possível chamar de moderna uma sociedade que organiza e age segundo uma revelação divina ou uma essência nacional. A modernidade é uma difusão dos produtos da atividade racional, cientifica, tecnológica e administrativa. Por isso, ela é a crescente diferenciação dos diversos setores da vida social, política, econômica, vida familiar, religião e arte
A idéia de modernidade substitui Deus no centro da sociedade pela ciência, deixando assim as crenças religiosas para a vida privada. Portanto a idéia de modernidade esta associada à racionalização.
A razão não comanda apenas a atividade cientifica e técnica, mas sim o governo dos homens tanto quanto a administração das coisas. É preciso inicialmente descrever a concepção de modernidade como criação de uma sociedade racional.
Assim a racionalização componente indispensável da modernidade, se torna um mecanismo espontâneo e necessário de modernização.
O iluminismo é um conjunto de idéias consolidadas no século XVIII, as quais têm, na razão e no esclarecimento, a via de emancipação do homem. Os pensadores do Iluminista eram críticos do sistema de poder representado pela igreja e pela Nobreza, especialmente durante a Idade Média, que, em contraste, recebeu a denominação de Idade das Trevas. As idéias iluministas em defesa da liberdade de pensamento crítico caracterizam a Modernidade.
Na Idade Moderna, graças aos trabalhos do filósofo inglês Francis Bacon, o empirismo começou a se delimitar tal como o conhecemos hoje. Bacon criticava tanto o conhecimento que não fosse proveniente dos sentidos quanto os próprios empiristas de épocas anteriores. Para ele, o método utilizado por empiristas anteriores não era sistemático: embora recolhessem dados da experiência, essas informações eram "capturadas" ao acaso, sem o auxílio de um método rigoroso e sem constituir um todo coerente.
Era necessário, portanto, um método que classificasse e sistematizasse as várias experiências e as orientasse no sentido de dar ao homem uma ciência útil, em oposição ao conhecimento científico medieval. A partir das sensações, a inteligência, seguindo o método da indução, elaboraria o conhecimento científico. Dessa maneira, se relacionaria o conhecimento sensível, que forneceria material para a inteligência, e a racionalidade, que manipularia e daria sentido aos dados dos sentidos.
Para Hobbes, o homem só poderia atingir a verdade através de raciocínios corretos, fundamentados pelas sensações. Assim, em seus estudos, ele começa definindo os termos e noções que vai usar, preocupando-se em estabelecer um método rigoroso segundo o qual manipulará as deduções lógicas provenientes da experiência, representada pelos acontecimentos passados na história
3- CONSIDERAÇÕES FINAIS
As transformações culturais que se iniciam a partir do Renascimento encontram seu apogeu no século XVIII, com o movimento iluminista. Os valores propagados pelos renascentistascomo o antropocentrismo, o individualismo, o espírito de investigação científica, a rejeição à submissão, a liberdade econômica, política e religiosa eram divulgados pela imprensa e através de panfletos que eram distribuídos nos salões, nos cafés e nas ruas, favorecendo profundas transformações no modo de pensar, sentir e agir do homem iluminista.
Os valores da burguesia são destacados, provocando rupturas nas formas de pensar consagradas pela tradição, favorecendo sua ascensão social e a afirmação de sua ideologia. 0 ideal da liberdade individual, da convivência e da felicidade são a tônica do momento e o culto da razão e da ciência são colocados como guias da sabedoria para orientação dos problemas existenciais e a compreensão dos fenômenos naturais e sociais.
A principal marca desse período foi um certo otimismo quanto ao poder e ao uso da razão na reorganização da sociedade e no co nhecimento da natureza. Estes ideais contradiziam os valores do Antigo Regime, combatendo o absolutismo monárquico e sua política injusta baseada em privilégios, que impediam a participação da burguesia nas decisões políticas; e também o mercantilismo, a política econômica intervencionista, que inviabilizava o desenvolvimento da liberdade econômica, necessária ao desenvolvimento das atividades comerciais da burguesia.
As ideias políticas e a forma de governo sugeridas variavam entre a monarquia e a república, tendendo ao Estado a função política de garantia dos direitos naturais, da posse dos bens e da livre expressão das ideias.

